Perder
a nossa alma em Mateus 16:26 não tem a ver com perder a nossa alma
eternamente, mas sim com perder a vida que Deus quer que desfrutemos
agora, o sabor da verdadeira qualidade. “Não ameis o mundo nem as coisas
que há no mundo” (1 João 2:15). A oferta do mundo é a propaganda
exagerada do diabo: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo
dá em caminhos de morte” (Provérbios 14:12). Viver simplesmente para
ter um bom tempo, com certeza é o jeito certo de perder o melhor da
vida. É assim que Jesus via o mundo, e é isso que Ele quis dizer por
“mundo”: sua ilusão de felicidade, ficar sempre lutando para alcançar o
fogo-fátuo (fogo enganoso). Ao contrário do que algumas pessoas possam
pensar: “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele
possui” (Lucas 12:15). Você pode ter muitas coisas adoráveis e mesmo
assim ser vazio por dentro. Para os Cristãos, “mundanismo” não é gastar
uma noite no teatro, mas sim ficar na corda bamba. Jesus quer que nós
vivamos. Ele criou um mundo maravilhoso para que dele desfrutássemos e
deseja que nós “tiremos água das fontes da salvação” (Isaías 12:3) e
conheçamos “alegria indizível e cheia de glória” (1 Pedro 1:8). Ele veio
por nós, e ainda vem, para que “tenhamos vida e vida em abundância”
(João 10:10).
O
evangelianismo antigo enfatizou o lado espiritual, mas deixou de lado a
verdade acerca da obra e interesse de Deus por nosso bem-estar aqui na
terra. O Evangelho é para o nosso corpo e alma, para o agora assim como
para o tempo vindouro. A existência mortal importava para Jesus. Afinal
de contas, Ele veio e compartilhou isso conosco! Durante os milhares de
anos do Velho Testamento, as vidas das pessoas tiveram a mesma ênfase.
Agora,
isso se torna um aspecto importante quando relacionado com a cura
Divina. O fato de que Jesus continua curando ainda hoje as nossas dores
físicas já foi aceito pela maioria dos Cristãos; um pregador “reclamão”
até falou a respeito da “epidemia de cura”! Fico imaginando se ele
usaria a mesma expressão para denegrir o ministério de Jesus!
Entretanto, é legítimo ponderar sobre curar o corpo das pessoas quando
eles precisam de salvação para suas almas. Novamente, a resposta é
simples: Jesus nos ordenou e nos deu o exemplo, curando multidões “por
todo lado” sem condições pré-estabelecidas ou introduções formais. Deus
não deseja que vivamos nossas vidas em enfermidade e miséria e fez de
curar as pessoas algo bem pessoal para Si, até mesmo se denominando de
“O Senhor que te sara”.
A
palavra psique (alma) é interessante e é encontrada em muitos versículos
importantes com o mesmo conteúdo semântico da vida atual, como por
exemplo: “Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição;
somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma” (Hebreus 10:39). A
palavra “perdição” (Grego: apoleia) é “desperdício” em Mateus 26:8:
“Para que este desperdício?”. O texto refere-se ao vaso de alabastro
cujo óleo era derramado em Jesus – o que, na opinião dos discípulos era
um grande desperdício de dinheiro. Se nós retrocedermos e não
carregarmos a nossa cruz como Cristãos comprometidos, estaremos
desperdiçando nosso tempo e energia. Perdemos o propósito da vida.
Podemos prontamente crer que Deus não se agrada de nós. Somos como
feixes amarrados em interesse próprio.
“Ninguém é salvo eternamente por ter Jesus como seu exemplo, mas apenas por tê-Lo como seu Salvador”.




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